[CINEMA] Review - 500 Days of Summer (500 Dias com Summer)

15 de agosto de 2010 à(s) 11:04

Realizador: Marc Webb
Argumento: Scott Neustadter, Michael H. Weber

Com: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler

Duração: 95 min

Review: Logo ao início ficamos a saber que não estamos na presença de uma história de amor, apesar da típica premissa boy meets girl. O filme transporta-nos de forma não-linear (como a própria memória humana) pelos 500 dias do romance de Tom, um rapaz de gosto eclético que trabalha numa empresa que produz cartões para festas (longe do seu sonho profissional em ser arquitecto), com Summer, uma rapariga que desde sempre prendeu o olhar do sexo oposto, mas que não acredita no amor. Gordon-Levitt (especialmente) e Deschanel funcionam bastante bem com um casal disfuncional (até comparado a Sid & Nancy) que parecia destinado a permanecer junto até deixar de o ser, cada um trazendo as suas peculiaridades à personagem, seja o ar fofinho de Gordon-Levitt (mesmo quando destroçado) sejam os olhos anormalmente grandes e a voz arrastada de Deschanel.

Ao som de uma banda sonora típica de filme indie alternativo, mas que não só é em si bastante agradável como assenta muito bem aos altos e baixos dos dias de “Verão” de Tom, 500 Dias com Summer é um filme que embora (literalmente) pequeno, nos enche bem as medidas como drama romântico com toque de comédia. A apresentação dos acontecimentos saltando pela linha temporal resulta surpreendentemente num ritmo rápido, fluido e nada complicado de seguir (por outro lado, é um dos pontos fortes do filme, juntando o cenário que nos informa o dia em que estamos, um cenário que se vai tornando mais negro à medida que nos aproximamos do dia D – ou 500). A mistura à equação das falas de um narrador anónimo, de danças de rua e passarinhos de desenhos animados depois de uma noite de sorte e das próprias cenas de humor, para além do facto de Tom aceitar conselhos amorosos e de vida da sua irmã de 11 anos/terapeuta privada, sabiamente em detrimento dos dos seus melhores amigos também eles disfuncionais à sua maneira, só aumentam o atractivo deste filme simples, despretensioso e definitivamente merecedor de atenção.



Raquel Pereira

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