[CINEMA] Review - The Runaways

10 de setembro de 2010 à(s) 20:39
Realizador: Floria Sigismondi
Argumento: Floria Sigismondi (argumento), Cherie Currie (livro)
Com: Kristen Stewart, Dakota Fanning, Michael Shannon
Duração: 106 min

Review: Do seguinte grupo descubra o intruso: “Walk the Line”, “Ray”, “Control” e “The Runaways”. Uma pista, todos eles são filmes sobre a ascensão e queda de músicos ou bandas que marcaram o século 20, mas apenas um deles é uma história confusa e desinteressante sobre como meia dúzia de adolescentes dos anos 70 foram enganados por um tipo com gostos duvidosos de vestuário e se tornaram uma das primeiras bandas de rock constituídas exclusivamente por mulheres. Alguém quer tentar adivinhar qual é diferente dos outros?

“The Runaways” é um daqueles casos em que a história até pode ser interessante mas que falha de todas as formas a transmitir alguma coisa ao espectador. Floria Sigismondi, realizadora e argumentista, uma perfeita desconhecida, consegue destruir de forma inacreditável o filme com uma das piores realizações dos últimos tempos; a menos que o espectador esteja interessado em cortes sem sentido e planos de câmara bizarros e que parecem querer forçar um estilo “cool” e “rebelde” mas que parecem apenas forçados e que foram vistos centenas de vezes neste tipo de filme.

O enredo também não ajuda a tornar o filme na experiência que se esperava, trata-se apenas de um cliché sexo/drogas/rock&roll confuso e pouco coeso, deixa mais perguntas que respostas, o que no caso de um filme que se quer biográfico não é uma ideia particularmente feliz. Das duas, supostas, personagens principais apenas Stewart (Joan Jett) consegue estar acima do medíocre, ainda que não por muito, já que parece assumir a mesma pose e expressão facial durante todo o filme. Dakota Fanning (Cherie Currie) é a maior decepção, se este filme conseguiu provar alguma coisa é que esta jovem actriz ainda não tem estofo para fazer um papel destes (o que é feito da menina que fez “Man on Fire”?). No entanto a melhor prestação do filme pertence a Michael Shannon (Kim Fowley) que consegue apagar por completo as actrizes principais cada vez que entra em cena, sendo a única personagem que parece ser autenticamente rebelde e cópia rasca da atitude rock&roll. Outra falha grave do filme é que nenhum dos outros actores tem “tempo de antena”, nem mesmo os outros 3 elementos da banda que está a ser retratada.

Em resumo um filme rockeiro genérico, sobre uma banda genérica com música genérica que não traz nada de novo, nem como filme nem como meio de divulgação da história da banda e da sua posição na história da música.

Mário Barroso

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