Mostrar mensagens com a etiqueta Leonardo DiCaprio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leonardo DiCaprio. Mostrar todas as mensagens

[CINEMA] Review - Inception (A Origem)

4 de agosto de 2010 à(s) 13:48
Realizador: Christopher Nolan
Argumento: Christopher Nolan
Com: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe
Duração: 148 minutos


Review: Usualmente costumo ficar com o pé atrás quando se trata de filmes com uma hype gigantesca, e que geralmente acabam por ficar muito aquém das expectativas. Mas esse não é o caso de Inception, este é um dos poucos filmes que merece toda a hype que se tem instalado ao seu redor.

Vou evitar falar aqui do enredo do filme pois este é o seu ponto mais forte, e quanto menos se souber sobre ele antes de entrar na sala de cinema melhor será a experiência. Ao contrário dos outros filmes de Nolan, que eram visualmente muito interessantes mas de certa forma vazios, Inception oferece um banquete visual e ao mesmo tempo uma história complexa e interessante, sem se esquecer de cenas de acção intensas. O resultado final é um filme com quase 2 horas e meia mas que consegue prender o espectador desde a primeira cena até aos créditos finais.

Crucial também para este filme é o elenco. Leonardo DiCaprio lidera o grupo de estrelas e tem, mais uma vez, uma prestação brilhante, ainda que ao contrário de Shutter Island o peso do filme não assente apenas nos seus ombros sendo partilhado em parte com Ellen Page. O resto dos actores tem também prestações muito sólidas de onde se destacam principalmente Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page, dois actores que merecem estar entre os grandes de Hollywood. Tom Hardy, um quase estreante nestas paragens, merece também destaque.

Em relação aos efeitos especiais são muito bons, como já tinha dito, e Nolan conseguiu fazer com que estes estejam apenas presentes nos momentos certos quando são necessários e nunca distraindo em demasia o espectador da história. A banda sonora, a cargo de Hans Zimmer, é como seria de esperar excelente e assenta que nem uma luva ao filme.

Inception está para o cinema de hoje, como The Matrix estava para 1999, é um enorme salto para a frente na forma de contar histórias e uma revolução para o género SciFi, em que geralmente se assume que uma história estranha e uns efeitos especiais giros chegam para entreter os adolescentes acéfalos. É de salientar a coragem dos estúdios de nos oferecerem este filme em pleno Verão, altura em que as comédias românticas de 2ª categoria e os filmes de acção de 3ª estão em alta.

Para concluir espero sinceramente que o filme tenha muitas nomeações para os Óscares, pois merece um lugar para melhor filme, melhor argumento original e melhor realizador, pelo menos. Inception já é um filme de culto, e sem duvida um dos melhores filmes de 2010.

Mário Barroso


Review: Ao contrário do meu co-blogger, eu não costumo ficar de pé atrás com a maioria dos filmes e sou relativamente fácil de contentar. No entanto, muito poucas vezes sou completamente arrebatada por um filme, ainda para mais um em relação ao qual tinha apenas uma relativa curiosidade, fruto de um trailer muito pouco revelador mas bastante interessante, aliado a um elenco à partida respeitável.

Inception é e será, provavelmente um dos melhores filmes de 2010, duas horas e meia que passam sem se dar por isso e que nos deixam a pensar muito depois de sair da sala de cinema. Palmas para Christopher Nolan que apresenta aqui uma genialidade e criatividade que sinceramente não sabia que ele possuía até ao momento. Sim, é verdade que quanto menos se souber do enredo antes de ver o filme melhor, até porque se considerarmos que cenas de acção, tiros, perseguições de automóveis, drama amoroso e a ocasional piadinha esperta estão sempre presentes no típico filme thriller/Sci-Fi, todo o conceito que os abrange (do qual me abstenho de falar…) e a forma com o filme o explora são no mínimo originais e acabam por elevar qualquer cena comum a um nível muito mais intenso e a roçar a genialidade, com os efeitos especiais e as batidas fortes da música de Zimmer a desempenharem brilhantemente o seu papel, tal como todo o leque de actores (uns mais outros menos conhecidos, mas nenhum atrás do outro). Já sabíamos que Leonardo Dicaprio tinha estofo para a coisa, mas ver Ellen Page, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt e Tom Hardy todos em equipa é igualmente bastante agradável. Um conselho útil: Inception é um filme que vive não só da sua grandeza mas também dos pormenores; a verdadeira experiência cinematográfica merece toda atenção que o espectador lhe puder dar.

Por fim, concordo totalmente com a iminência de um ou dois (ou mais) Óscares para Nolan, aliás tenho praticamente a certeza que a surpresa seria se não os houvesse.
Raquel Pereira


[CINEMA] Review - Shutter Island

17 de março de 2010 à(s) 10:51
Realizador: Martin Scorcese
Argumento: Laeta Kalogridis (argumento), Dennis Lehane (livro)
Com: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams
Duração: 138 minutos

Já algum tempo que Martin Scorcese prova a sua mestria por detrás das câmaras. Depois do último, The Departed – Entre Inimigos, ter recebido (entre outros) o Óscar de Melhor Filme em 2007, chega-nos agora Shutter Island, terceira adaptação do romance homónimo do escritor americano Dennis Lehane (refiro-me a Mystic River, em 2003, e Gone Baby Gone, em 2007) e quarta colaboração do actor Leonardo Dicaprio com o realizador.

O filme conta-nos a história do US Marshall Edward “Teddy” Daniels, de visita à ilha de Shutter e ao hospital psiquiátrico para doentes criminosos de Ashcliffe para investigar o desaparecimento aparentemente impossível de uma reclusa, um homem que é igualmente atormentado pelo passado, quer pela experiência do Holocausto quer pela morte da mulher.

Filmado ao estilo dos clássicos da série B e ao som de uma banda sonora perfeita para o seu papel, Scorcese oferece-nos o thriller ideal de suspense: a fusão da realidade e do imaginário onde nada é o que parece, segredos macabros escondidos e o perigo à espreita, a luta desesperada de um homem para conservar a sua sanidade mental; tudo isto ao som das batidas fortes da orquestra, é a receita ideal para não deixar ninguém indiferente ao fim de pouco mais de 2 horas de filme. Especialmente para quem não leu o livro (e mesmo para quem leu, falando eu por experiência própria), é ver-nos colados ao ecrã com o coração aos pulos, ou meio repugnados meio fascinados pelas incursões (bastante gráficas) à mente perturbada de um ser humano e à própria realidade nua e crua da medicina psiquiátrica da altura.

Um filme absolutamente a ver.

 Raquel Pereira