Argumento: Laeta Kalogridis (argumento), Dennis Lehane (livro)
Com: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams
Duração: 138 minutos
Já algum tempo que Martin Scorcese prova a sua mestria por detrás das câmaras. Depois do último, The Departed – Entre Inimigos, ter recebido (entre outros) o Óscar de Melhor Filme em 2007, chega-nos agora Shutter Island, terceira adaptação do romance homónimo do escritor americano Dennis Lehane (refiro-me a Mystic River, em 2003, e Gone Baby Gone, em 2007) e quarta colaboração do actor Leonardo Dicaprio com o realizador.
O filme conta-nos a história do US Marshall Edward “Teddy” Daniels, de visita à ilha de Shutter e ao hospital psiquiátrico para doentes criminosos de Ashcliffe para investigar o desaparecimento aparentemente impossível de uma reclusa, um homem que é igualmente atormentado pelo passado, quer pela experiência do Holocausto quer pela morte da mulher.
Filmado ao estilo dos clássicos da série B e ao som de uma banda sonora perfeita para o seu papel, Scorcese oferece-nos o thriller ideal de suspense: a fusão da realidade e do imaginário onde nada é o que parece, segredos macabros escondidos e o perigo à espreita, a luta desesperada de um homem para conservar a sua sanidade mental; tudo isto ao som das batidas fortes da orquestra, é a receita ideal para não deixar ninguém indiferente ao fim de pouco mais de 2 horas de filme. Especialmente para quem não leu o livro (e mesmo para quem leu, falando eu por experiência própria), é ver-nos colados ao ecrã com o coração aos pulos, ou meio repugnados meio fascinados pelas incursões (bastante gráficas) à mente perturbada de um ser humano e à própria realidade nua e crua da medicina psiquiátrica da altura.
Um filme absolutamente a ver.
Raquel Pereira

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