A propósito da referência do meu colega bloguista aos famigerados livros de Ken Follett, Os Pilares da Terra e Mundo Sem Fim (que, confirma-se, foram adquiridos pela módica quantia conjunta de aproximadamente 16 euros, e, digo-vos, são uns belos duns calhamaços), deixo aqui a minha review informativa para todos os que queiram embarcar nesta aventura pelo passado.
À parte a propensão magnífica do escritor inglês para não escrever nada que não ultrapasse as 1000 páginas de letra minúscula, não há dúvida que Follett consegue transportar-nos para a Inglaterra da Idade Média, fazendo-nos vibrar com as descrições da vida da época e com a história das personagens, às quais ficamos inevitavelmente ligados (atenção, tive vontade de esganar alguns deles....). O autor proporciona-nos todos os ingredientes de uma boa novela de época (ainda que claro que misturada com a seriedade histórica e com a qualidade da narrativa): sim, há sangue, há morte, há sexo, há descrições de batalhas, de tortura, de violação e de orgias de flagelação, há intriga e esquemas de maldade. Mas há também a beleza da história e a riqueza das personagens e do cenário, e não podemos deixar de nos sentir fascinados do princípio ao fim.
Título Original: The Pillars of The Earth
Autor: Ken Follett
Ano: 1989
Páginas: 1076
Os Pilares da Terra, o primeiro dos livros que constituem o díptico romance de Follett, foi publicado pela primeira vez em 1989 e é hoje um bestseller mundial. Situado na Inglaterra dos meados do século 12, o livro segue a construção da magnífica catedral da cidade de Kingsbridge e a história das personagens à sua volta.
O livro é-nos apresentado do ponto de vista de várias personagens principais, que se vão cruzando ao longo da história, desde o arquitecto e construtor pobre com um sonho de vida, passando pelo monge que se tornou bispo, até ao nobre sádico e violento em busca de poder.
Não se deixem assustar pelo tamanho; se forem como eu, será a coisa que que menos vos vai preocupar, pois ficarão completamente enredados na história.
Actualmente, a ideia de passar da página escrita à tela já está em concretização. Uma co-produção alemã e canadiana encabeçada pela Tandem Communications e pela Muse Entertainment, em associação com a Ridley Scott's Scott Free Films, pretende levar o épico histórico aos ecrãs de televisão, com estreia prevista para a segunda metade de 2010 e contando com alguns nomes conhecidos da representação, tais como Ian McShane (o fantasma de Scoop de Woody Allen), Donald Sutherland (o pai do Sr. Jack Bauer) e Rufus Sewell (o “mau-da-fita” d’ O Ilusionista).
Título original: World Without End
Autor: Ken Follett
Ano: 2007
Páginas: 1025
Mundo Sem Fim, publicado em 2007, apresenta-nos a sequela de Pilares, situada na mesma cidade ficcional de Kingsbridge, e seguindo as historias dos descendentes de algumas das personagens do primeiro livro dois séculos depois. A trama engloba dois eventos históricos importantes, a Guerra dos 100 Anos, no centro dos conflitos entre França e Inglaterra, e a pandemia da “Morte Negra”, um surto da peste bubónica que atingiu fortemente a Europa entre 1348 e 1350 e que se estima ter aniquilado 30 a 60% da população europeia.
Mais uma vez, a história segue as diferentes perspectivas de quatro personagens - Merthin, Caris, Ralph e Gwenda - que em crianças testemunham uma luta entre três desconhecidos por causa de uma misteriosa carta que contém um segredo de proporções políticas impensáveis, um acontecimento que ditará o rumo das suas vidas daí para a frente.
O livro segue a tendência do anterior para o tamanho dantesco, mas a história continua a agarrar o leitor ao jeito próprio de Follett. Aconselho a não lerem os livros seguidos, porque apesar da ligação entre as duas histórias, o fio condutor não é perdido de forma alguma e, por muito boa que estas sejam, ler 2000 páginas dos mesmos cenários de uma enfiada pode tornar-se um empreendimento algo cansativo.
De qualquer forma, é uma experiência literária que aconselho todos a terem. Mesmo.
À parte a propensão magnífica do escritor inglês para não escrever nada que não ultrapasse as 1000 páginas de letra minúscula, não há dúvida que Follett consegue transportar-nos para a Inglaterra da Idade Média, fazendo-nos vibrar com as descrições da vida da época e com a história das personagens, às quais ficamos inevitavelmente ligados (atenção, tive vontade de esganar alguns deles....). O autor proporciona-nos todos os ingredientes de uma boa novela de época (ainda que claro que misturada com a seriedade histórica e com a qualidade da narrativa): sim, há sangue, há morte, há sexo, há descrições de batalhas, de tortura, de violação e de orgias de flagelação, há intriga e esquemas de maldade. Mas há também a beleza da história e a riqueza das personagens e do cenário, e não podemos deixar de nos sentir fascinados do princípio ao fim.
Título Original: The Pillars of The Earth
Autor: Ken Follett
Ano: 1989
Páginas: 1076
Os Pilares da Terra, o primeiro dos livros que constituem o díptico romance de Follett, foi publicado pela primeira vez em 1989 e é hoje um bestseller mundial. Situado na Inglaterra dos meados do século 12, o livro segue a construção da magnífica catedral da cidade de Kingsbridge e a história das personagens à sua volta.
O livro é-nos apresentado do ponto de vista de várias personagens principais, que se vão cruzando ao longo da história, desde o arquitecto e construtor pobre com um sonho de vida, passando pelo monge que se tornou bispo, até ao nobre sádico e violento em busca de poder.
Não se deixem assustar pelo tamanho; se forem como eu, será a coisa que que menos vos vai preocupar, pois ficarão completamente enredados na história.
Actualmente, a ideia de passar da página escrita à tela já está em concretização. Uma co-produção alemã e canadiana encabeçada pela Tandem Communications e pela Muse Entertainment, em associação com a Ridley Scott's Scott Free Films, pretende levar o épico histórico aos ecrãs de televisão, com estreia prevista para a segunda metade de 2010 e contando com alguns nomes conhecidos da representação, tais como Ian McShane (o fantasma de Scoop de Woody Allen), Donald Sutherland (o pai do Sr. Jack Bauer) e Rufus Sewell (o “mau-da-fita” d’ O Ilusionista).
Título original: World Without End
Autor: Ken Follett
Ano: 2007
Páginas: 1025
Mundo Sem Fim, publicado em 2007, apresenta-nos a sequela de Pilares, situada na mesma cidade ficcional de Kingsbridge, e seguindo as historias dos descendentes de algumas das personagens do primeiro livro dois séculos depois. A trama engloba dois eventos históricos importantes, a Guerra dos 100 Anos, no centro dos conflitos entre França e Inglaterra, e a pandemia da “Morte Negra”, um surto da peste bubónica que atingiu fortemente a Europa entre 1348 e 1350 e que se estima ter aniquilado 30 a 60% da população europeia.
Mais uma vez, a história segue as diferentes perspectivas de quatro personagens - Merthin, Caris, Ralph e Gwenda - que em crianças testemunham uma luta entre três desconhecidos por causa de uma misteriosa carta que contém um segredo de proporções políticas impensáveis, um acontecimento que ditará o rumo das suas vidas daí para a frente.
O livro segue a tendência do anterior para o tamanho dantesco, mas a história continua a agarrar o leitor ao jeito próprio de Follett. Aconselho a não lerem os livros seguidos, porque apesar da ligação entre as duas histórias, o fio condutor não é perdido de forma alguma e, por muito boa que estas sejam, ler 2000 páginas dos mesmos cenários de uma enfiada pode tornar-se um empreendimento algo cansativo.
De qualquer forma, é uma experiência literária que aconselho todos a terem. Mesmo.
Raquel Pereira
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